VOCÊ SABIA QUE POLUIÇÃO PODE GERAR ENERGIA ELÉTRICA?


poluicao1 300x183 Você sabia que a poluição pode gerar energia elétrica?

Você já imaginou se o ar poluído de grandes metrópoles, como São Paulo, fosse transformado em energia elétrica? A poluição é fonte de problemas para o mundo: afeta a saúde das pessoas, aumenta o calor na Terra e contribui para o degelo dos polos. Isso todos já devem saber. Mas cientistas holandeses criaram um método para transformar a mistura de água, dióxido de carbono (CO2) e ar (O2), algo danoso em um produto útil para o mundo: eletricidade.
Este método reduz a quantidade de gases poluentes na atmosfera e possibilita a geração de energia de um modo mais limpo, já que reutiliza um material que causaria danos à natureza.
A colheita de energia das emissões de CO2, nome do estudo realizado no Departamento de Tecnologia Ambiental da Universidade de Wageningen, na Holanda, mostra que ao fazer a separação dos íons da mistura, através de um dispositivo chamado célula capacitiva eletroquímica, é possível gerar eletricidade, segundo informou o site PlanetSave.
Resultados
A técnica desenvolvida pelos holandeses capta apenas uma parte da poluição. De uma chaminé de carvoaria, por exemplo, é possível extrair até 20% do CO2 e através dele gerar a corrente elétrica, com rendimento que pode ser chegar a 32% de eficiência – mais que o dobro obtido pelas placas solares tradicionais, por exemplo, que alcançam 12%. Os pesquisadores alertam que isso não deve estimular a produção de gases poluentes, mas criar alternativas mais eficazes no tratamento da fumaça que sai das indústrias.

Semelhante a uma bateria, a célula tem dois polos: o negativo, que atrai íons de hidrogênio, e outro positivo, responsável por absorver os íons bicarbonato. Isto faz o CO2 borbulhar através da água. E com a separação de carga cria-se o potencial para conduzir uma corrente elétrica. Se os estudos vingarem, bem que essa seria uma boa iniciativa para ser implantada nas cidades, não é mesmo?

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA




As raízes da urbanização brasileira são decorrentes da história, os primeiros centros urbanos surgiram no século XVI, ao longo do litoral em razão da produção do açúcar, nos séculos XVII e XVIII, a descoberta de ouro fez surgir vários núcleos urbanos e no século XIX a produção de café foi importante no processo de urbanização, em 1872 a população urbana era restrita a 6% do total de habitantes. Posteriormente, no início de século XX, a indústria foi um instrumento de povoamento, a partir da década de 1930, o país começou a industrializar-se, como o trabalho no campo era duro e a mecanização já provocava perda de postos de trabalho, grande parte dos trabalhadores rurais foram atraídos para as cidades com intuito de trabalhar no mercado industrial que crescia. Esse êxodo rural elevou de forma significativa o número de pessoas nos centros urbanos. Atualmente 80% da população brasileira vive nas cidades, apesar disso o Brasil é um país urbano, industrial e agrícola. Ao longo das décadas a população brasileira cresceu de forma significativa, ao passo desse crescimento as cidades também tiveram sua aceleração em relação ao tamanho, formando imensas malhas urbanas, ligando uma cidade a outra e criando as regiões metropolitanas (agrupamento de duas ou mais cidades). O crescimento desenfreado dos centros urbanos provoca conseqüências, como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas. Outro problema muito grave provocado pela urbanização sem planejamento é a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infra-estrutura (saneamento, água tratada, pavimentação, iluminação, policiamento, escolas e etc.) e junto a isso a criminalidade (tráfico de drogas, prostituição, seqüestros etc.). A falta de um plano diretor não só demanda problemas sociais como também provoca alterações ambientais, um exemplo dessa realidade é a poluição do lixo, milhões de pessoas consomem e produzem os mais diversos detritos que diariamente são depositados em lixões a céu aberto sem receber nenhum tratamento, esse lixo transmite doenças, polui o lençol freático. Outra poluição presente nas cidades é a atmosférica, proveniente da emissão de gases de automóveis e indústrias, esses gases provocam problemas de saúde, principalmente respiratórios e, por fim, a poluição das águas, pois os dejetos das residências e indústrias são lançados sem tratamento nos córregos e rios, no período chuvoso ocorrem as cheias que dispersam a poluição por toda a área. Em suma, percebe-se que a maioria dos problemas urbanos é primeiramente de responsabilidade do poder público que muitas vezes são omissos em relação a essas questões, em outros momentos podemos apontar a própria população como geradora de problemas, como o lixo que é lançado em áreas impróprias. Na verdade, a tarefa de fazer com que a cidade seja um lugar bom pra se viver é de todos os que nela habitam.

DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento e subdesenvolvimento



A expansão do capitalismo se deu por meio da exploração de terras e pessoas e a ampliação das atividades comerciais. A expansão marítimo-comercial europeia iniciou o processo de colonização em larga escala que se ampliou até os séculos XIX e XX com o imperialismo. Muitos países europeus passaram a incorporar novos territórios na América, Ásia e África, transformando em colônias de exploração.

Os colonizadores exploravam as riquezas naturais e apropriavam-se das terras ocupadas pela população nativa geralmente transformando em mão de obra escravizada ou extremamente barata. Dessa forma as metrópoles acumularam riquezas em detrimento das colônias e de milhares de pessoas que as habitavam. Nas colônias surgiram os grupos que deitam o poder, as elites que obedeciam as regras da exploração e mantinham a população local submissa muitas vezes usando a força.

Quando finalmente as colônias conseguem se libertar de suas metrópoles europeias, formando nações independentes, o retrato da pobreza e da desigualdade já está desenhado. As elites mantiveram-se no poder dando continuidade a exploração com o domínio das riquezas naturais, das terras, das indústrias, dos bancos, enquanto grande parte da população se submetia a níveis extremos de pobreza e exclusão social. No século XX a maioria das ex-colônias da América já apresentava esse quadro cruel.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), inicia-se o processo de descolonização da Ásia e da África, que passam a trilhar a mesma trajetória das nações latino-americanas. Nesse período, surgem os termos subdesenvolvimento para designar os países ex-colônias, com grandes desigualdades econômicas e sociais, e desenvolvimento para designar os países que enriquecem à custa da pobreza dos demais. O subdesenvolvimento e desenvolvimento resultam da expansão mundial do sistema capitalista que mantem os contrastes de riqueza e de pobreza até hoje. Os países desenvolvidos atualmente apresentam um elevado padrão de vida e concentram os polos tecnológicos, científicos e financeiros mundiais.

Os países subdesenvolvidos são dependentes dos países desenvolvidos. Dependência tecnológica, divida externa, comercio internacional desfavorável pela desvalorização dos produtos primários, (minérios, agropecuária). São exemplos da manutenção da desigualdade em escala mundial dos dias atuais. A exploração de um povo sobre o outro, com o intuito de enriquecimento econômico foi a base da expansão do modo capitalista de produção e se ampliou com o imperialismo europeu no século, e a revolução tecnocientifica do século XX, reafirmando o expansionismo capitalista por meio de uma nova corrida colonial em direção a Ásia e África.

A acumulação das riquezas por parte dos capitalistas propiciou novas etapas desse sistema econômico, promovendo a industrialização em escala mundial a partir do século XIX, gerando a globalização, o mais novo estagio da expansão capitalista mundial. Percebe-se então que as desigualdades sociais e econômicas do mundo não são apenas resultados dos acontecimentos atuais, são resultado de um longo processo histórico que tem por base a acumulação de riqueza de uma minoria a custa da exploração da grande maioria da população.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O DESAFIO DA MUDANÇA CLIMÁTICA GLOBAL



Confirmada pelos cientistas e já sentida pela população mundial, a mudança climática global é hoje o principal desafio socioambiental a ser enfrentado.

Mudança climática é o nome que se dá ao conjunto de alterações nas condições do clima da Terra pelo acúmulo de vários tipos de gases como o dióxido de carbono CO₂ e o metano CH₄ na atmosfera emitidos em quantidade excessiva há pelo menos 150 anos desde a revolução industrial, através da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, e do uso inadequado da terra com a conversão das florestas e da vegetação natural em pastagens, plantações, áreas urbanas ou degradadas.

Esses gases também chamados de gases de efeito estufa forma uma espécie de cobertor na atmosfera, que impede que os raios solares que incidem sobre a Terra sejam emitidos de volta para o espaço acumulando calor e provocando o aumento da temperatura na sua superfície, assim como ocorre numa estufa de plantas, são gases que sempre esteve presente na composição da atmosfera, mas estima-se que há atualmente um acúmulo de cerca de 30% a mais do que havia antes da revolução industrial e a sua emissão continua crescendo, o que altera as condições climáticas anteriores.

Estima-se também que a temperatura da Terra aumentou 0,7 grau centigrado no ultimo século e que os últimos dez anos foram os mais quentes da história. Parece pouco, mas a provável intensificação desse processo deverá provocar o degelo nos polos e em outras regiões geladas do planeta com o consequente aumento do nível dos oceanos. Assim ficarão afetados os ecossistemas marinhos, as correntes e as ilhas oceânicas, as paias, os mangues e as áreas urbanas mais baixas das cidades litorâneas.

TER NÃO É SER




No mundo capitalista e globalizado em que vivemos, é muito comum atribuir valor as pessoas em razão dos bens que elas possuem. Assim uma pessoa conquista maior importância na sociedade quanto maior for o seu poder aquisitivo e maior a quantidade de bens que possui. Aqueles que tem menor ou nenhum poder aquisitivo estão em constante busca para melhorar seus rendimentos e também adquirir bens para subir de degrau na escala social e sentirem-se mais valorizados e importantes.

É justamente essa ambição que os profissionais da propaganda utilizam para transformar suas campanhas publicitarias em instrumentos infalíveis na campanha do consumidor. Geralmente aliam a ideia de ascensão social, felicidade e prazer ao consumo dos produtos mais prejudiciais tanto à saúde das pessoas que o consomem quanto ao meio ambiente, tais como cigarro, bebidas e automóveis.

O massacre à consciência humana é ato grande que algumas pessoas com menor poder aquisitivo deixam de comprar gêneros de primeira necessidade, como alimentos e medicamentos para consumirem roupas, calçados, cds, etc.

Atualmente as crianças são um alvo fácil, pois ficam muito tempo sozinhas, em casa, enquanto seus pais trabalham para aumentar o poder aquisitivo da família, passam o dia entregues a babá eletrônica, a televisão, que destina um tempo imenso a propaganda de produtos em geral desnecessários à pessoa, mas que em sua ingenuidade as crianças passam a considerar como de primeira necessidade transformando-se em ambições que vão fundamentar seus projetos de vida. Essa não é uma base de educação satisfatória para formar cidadãos e consumidores conscientes. As crianças necessitam de estímulos que as levem a refletir sobre o significado e a finalidade do consumo para tornar-se pessoas capazes de escolher entre o superficial e o supérfluo, entre o prejudicial e o benéfico, entre o bem de valor verdadeiro e o bem de valor forjado pela ilusão do prazer felicidade e ascensão social que a propaganda lhe atribui.

O sistema capitalista tem como principal fonte de equilíbrio o consumo, sem ele toda a estrutura da cadeia produtiva desmoronaria, gerando o desemprego, a queda do poder aquisitivo e do próprio consumo num verdadeiro circulo vicioso que não pode sofrer colapsos. A propaganda veiculada com muita eficácia pelas mídias das mais avançadas como tv, jornal, internet, etc. é o principal instrumento de incentivo ao consumo, e portanto, de sustentação do sistema capitalista. Por esse motivo o consumidor precisa estar muito atento aos apelos da propaganda para avaliar se necessita realmente daquele bem ou se pode perfeitamente ser feliz e viver sem ele.

Para que esse consumidor cidadão, consciente de suas necessidades e possibilidades, se torne cada vez mais presente na sociedade é preciso desvincular o ter do ser, pois felicidade não se encontra em fatores externos que possam ser adquiridos pelo dinheiro, ela está na satisfação de ser alguém capaz de elaborar e por em prática projetos de vida com bases muito mais sólidas do que apenas posse de bens fúteis e muitas vezes inúteis.



GLOBALIZAÇÃO E MIGRAÇÕES



A evolução tecnológica no contexto do mundo globalizado intensificou a dinâmica migratória devido às desigualdades socioeconômicas e o desemprego. Entre os acontecimentos que estimularam as migrações estão à recessão econômica, as politicas neoliberais e os conflitos existentes no mundo como do Iraque e Afeganistão.

A evolução tecnológica, a disputa e a competição entre as empresas, a crescente informatização do sistema financeiro, bancário e comercial estão absorvendo cada vez menos trabalhadores, especialmente os de baixa qualificação.

Nos países desenvolvidos é preocupante os índices de população desocupada devido ao seu envelhecimento, já nos países subdesenvolvidos o que preocupa é o crescimento populacional, ou seja, grande numero de população ativa para poucos empregos. O deslocamento de pessoas pelo mundo faz parte da história da humanidade e foi responsável pela formação de diversos povos como o continente americano e o Brasil.

Quase em todas as partes do mundo existem comunidades de imigrantes algumas das quais significativas, mas nem sempre em uma situação socioeconômica estável, muitas vezes exercendo cargos de baixa qualificação e remuneração sem seguridade social, da previdência, habitação, educação, saúde entre outros.

A principal razão das migrações internacionais é econômica, principalmente dos países pobres para os países ricos apesar das inúmeras restrições impostas por estes países. Muitas vezes os imigrantes entram ilegalmente e assim continuam dentro do país, apenas trabalhando em empregos informais ou subempregos.

CONSTRUINDO CIDADANIA

Construindo Cidadania

A definição do que é cidadania contempla alguns importantes conceitos ligados às relações sociais que primam pelo respeito e pela dignidade da pessoa humana. Todos estes conceitos podem perfeitamente ser resumidos no mandamento do amor ao próximo que o próprio Cristo pregou e que está nos Evangelhos. Será que nós, Cristãos e membros desta sociedade moderna, estamos realmente preocupados em direcionar as nossas vidas para o exercício da cidadania plena, ou, em outras palavras, para a implantação da civilização do amor pedida por Jesus Cristo?

Continuar lendo? clique em mais informações. 

SOCIALISMO, O FALSO E O VERDADEIRO

Socialismo, o falso e o verdadeiro

Por: Noan Chonsk

pode-se questionar o significado do termo “socialismo”, mas se ele tem algum significado, este é,
antes de tudo, o controle de produção pelos próprios trabalhadores, não pelos donos e dirigentes que
os comandam e tornam decisões, seja em empresas capitalistas ou em Estados totalitários.
Referir-se à União Soviética como socialista é um interessante caso de duplo sentido doutrinário. O
golpe bolchevique, de outubro de 1917, colocou o poder de Estado nas mãos de Lenin e Trotsky,
que se apressaram em desmantelar as incipientes instituições socialistas que haviam crescido
durante a revolução popular nos meses anteriores – os conselhos de fábricas, os sovietes, na
verdade, qualquer órgão de controle popular – e converteram a força de trabalho naquilo que eles
chamaram de “exército de trabalhadores” sob o comando do líder. Em qualquer significado mais
profundo do termo “socialismo”, os bolcheviques apressaram-se, mais uma vez, em destruir os
componentes (socialistas) nele existentes. Desde então, nenhuma divergência socialista foi
permitida.

Continuar lendo? Clique em mais informações.