CONSTRUINDO CIDADANIA

Construindo Cidadania

A definição do que é cidadania contempla alguns importantes conceitos ligados às relações sociais que primam pelo respeito e pela dignidade da pessoa humana. Todos estes conceitos podem perfeitamente ser resumidos no mandamento do amor ao próximo que o próprio Cristo pregou e que está nos Evangelhos. Será que nós, Cristãos e membros desta sociedade moderna, estamos realmente preocupados em direcionar as nossas vidas para o exercício da cidadania plena, ou, em outras palavras, para a implantação da civilização do amor pedida por Jesus Cristo?

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A constatação de uma triste realidade
Ao olharmos para os problemas sociais nos quais a nossa sociedade está mergulhada, perceberemos o quanto ela está carente de dignidade, justiça e amor ao próximo. Fome, miséria e desemprego são tão presentes quanto o egoísmo e o consumismo desenfreado. A nossa sociedade que, por um lado, possui recursos e tecnologia suficientes para enviar e manter homens na lua e em estações espaciais, por outro lado, ainda tropeça e “engatinha” em questões fundamentais para a dignidade humana. A sensação que temos é que vivemos em um mundo doente e insensível. As pessoas parecem anestesiadas frente aos problemas e, por mais incrível que possa parecer, a prática de culpar os políticos e governantes, acaba se tornando uma desculpa para a nossa ausência na participação para a solução destes problemas.
A nossa responsabilidade
Neste momento, lembrar dos princípios constantes na Doutrina Social da Igreja (como a primazia do Bem Comum, o princípio da solidariedade e o princípio da participação) se torna mais do que necessário. Trata-se dos elementos que chamam todos, não apenas os políticos, à responsabilidade. A realidade que está ao nosso redor já é a oportunidadedo início da mudança.
 Até porque, como diz Frei Betto, “a política é como cozinhar feijão: Só funciona na pressão”.
 E essa pressão é a nossa participação através dos instrumentos que a constituição e a própria         sociedade nos fornece:
 Sindicatos, associações de moradores, grupos de Fé e Política, Conselhos municipais e Movimentos   sociais. Porém, infelizmente, esses instrumentos encontram-se esvaziados e desprestigiados pela famosa desculpa da “falta de tempo” devido ao consumismo do homem-moderno. É o “eu” cada vez mais importante do que o “nós” ou, em outras palavras, são os sonhos individuais de consumo destruindo os sonhos e ideais do coletivismo.
A nossa atitude é a chave no processo de transformação
Precisamos romper com essas amarras e armadilhas do neoliberalismo. Precisamos também questionar e refletir as nossas atitudes que, porventura, venham a privilegiar o individual frente ao coletivo, como o consumo desenfreado e a valorização do “ter” no lugar do “ser”. No lugar delas, precisamos buscar práticas solidárias e consumos sustentáveis, onde a ética e o respeito ao próximo são os pilares dessa nova ação evangelizadora capaz de construir uma sociedade verdadeiramente cristã.
Para finalizar, deixo uma frase que São Francisco de Assis dizia ao enviar os seus confrades para evangelizar com a vida e não apenas com as palavras a sociedade de sua época e que resume bem o conceito de cidadania que abordamos aqui:
“Vai e evangelize a toda criatura, só usando a palavra quando for extremamente necessário”. Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!