O PENSAMENTO GEOGRÁFICO












O pensamento geográfico


Desde os primórdios da humanidade o homem sempre precisou se situar no espaço, principalmente para sua própria sobrevivência, o conhecimento geográfico era disperso, estudado por outros ramos como filosofia, astronomia, limitando-se a descrever e mapear os espaços a favor de seus próprios interesses. A paisagem era apenas a aparência da realidade, não percebendo as relações sociais econômicas e políticas ali presentes. Em meados do século XIX dois alemães, Humbolt e Ritter fundaram a geografia como ciência, ainda com muita influencia determinista, uma corrente geográfica, a partir daí surgiram outras correntes de pensamento como a possibilista, renovadora, crítica.
O objeto de estudo da geografia é o espaço, tanto o natural, pouco modificado pelo homem, como o geográfico, construído ou transformado pelo homem, sendo um produto histórico social. Esse espaço pode ser dividido em subcategorias como o território, que são os limites políticos administrativos de uma cidade, estado, etc. a paisagem que é a unidade visível do território, ou seja, o que realmente se vê, e o lugar que são os vínculos afetivos das pessoas com o território e a paisagem. Quando têm simpatia pelo lugar chama-se de topofilia, quando se têm aversão ao lugar chama-se de topofobia.
Para a própria sobrevivência, o homem sempre teve uma relação muito íntima com a natureza e essa relação quase sempre foi de transformação e adaptação mútua. Ao clima, ao relevo, as condições severas em determinadas regiões, a adaptação das construções ao relevo local e a natureza também se adaptando a destruição provocada pelo homem, já que, a chamada sociedade moderna nunca teve uma consciência social ecológica, ou seja, nunca teve uma preocupação coletiva quanto à necessidade de assumir atitudes de respeito à natureza ou ao meio ambiente.
O Homem ao longo do tempo também sempre buscou se situar no espaço, essa necessidade se deu inicialmente pela busca de alimentos e abrigos, com o passar do tempo surgiu a necessidade de traçar rotas de comercio e navegação, planejar guerras, encontrar recursos no subsolo, definir o melhor local para instalação de uma indústria, dessa forma a necessidade de localização sempre foi primordial. Inicialmente essa localização se deu pela observação dos astros, determinante para a sua sobrevivência, pois, dessa forma conseguia prever períodos de seca ou de cheias. O primeiro astro a ser observado para este fim foi o Sol e seu aparente movimento, surgindo os chamados pontos cardeais. A Lua também sempre foi observada e estudada, já que exerce enorme influencia sobre o nosso planeta. Os outros planetas visíveis a olho nu também serviam como referencia de localização como Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno. A sociedade moderna até hoje faz uso do conhecimento adquirido ao longo das gerações, imprescindível para a sobrevivência ao longo do tempo. As contribuições deixadas pelos Gregos, Romanos, Chineses, índios, entre outros serve de suporte para as pesquisas atuais.


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