OS LIMITES DA TERRA E OS DESAFIOS FINANCEIROS E AMBIENTAIS


Os problemas ambientais do mundo já ultrapassaram os limites da Terra e a possível continuidade da melhora dos indicadores sociais estão ameaçados pela crise financeira. Nos últimos duzentos anos, o ser humano tem retirado recursos ambientais da Terra, transformando as riquezas naturais em artigos de luxo e devolvido tudo em forma de lixo, para a tristeza do Planeta. Há quem diga que os seres humanos são os vândalos do meio ambiente.
A metodologia da Pegada Ecológica mostra que a humanidade já superou em 50% o uso sustentável da biocapacidade. A metodologia das Fronteiras Planetárias mostra que estamos ultrapassando os limites seguros para a vida na Terra. O IPCC mostra que o aquecimento global é provocado pelas atividades antrópicas e atingiu os maiores níveis nos últimos 12 mil anos. Em todos os cenários, o quadro é de insustentabilidade do modelo de crescimento da produção e consumo, em um quadro de uma população e renda per capita em expansão.
Em pouco mais de dois séculos, a humanidade teve um impacto maior sobre a biosfera do que nos 200 mil anos anteriores da história do homo sapiens. Entramos na Era do Antropoceno, isto é, da dominação humana sobre a Terra e sobre as demais espécies animais e florestais. Mas ao mesmo tempo os ganhos de escala da economia estão virando deseconomias de escala e a sinergia virando entropia. As mudanças climáticas têm provocado diversos desastres naturais e têm aumentado o sofrimento dos refugiados do clima.

O BRASIL E SUAS CONTRADIÇÕES

Por prof. Wilton Oliveira


Este país é realmente enigmático. Algumas de suas contradições já são inclusive clichês, a exemplo, da sua riqueza econômica, sexta maior economia planetária, contrastando com a 84ª colocação no IDH, perdendo para todos os países da América do Sul. Outras são mais elaboradas. Temos governantes que nasceram na esquerda política, ou seja, com base marxista, um PT, Partido dos Trabalhadores que em plena ditadura militar organizava manifestações publicas em repúdio a ausência de direitos e, principalmente esbravejava pelo direito de reivindicar. Hoje esse mesmo grupo que após assumir o poder, tornam-se tiranos e essencialmente liberais, isso mesmo, privatizam nossas estradas, nossos portos, nossas praças esportivas e agridem estudantes e pais de família que mesmo agindo de forma apartidária são rechaçados.
A sensação de que fomos enganados, traídos e, por conseguinte, feitos de bestas é notória. Apoiamos a vinda da copa, tínhamos a esperança, ou melhor, a certeza que existiriam obras de melhoria em toda a cidade. Mas, infelizmente, na prática, os prefeitos, os governadores e a PRESIDENTA, só garantiram lucros para as empreiteiras na construção de estádios, enquanto o povo desafia a lei da física em ônibus assoberbados e parados em congestionamentos. Poderiam ficar aqui discutindo essa temática por dias, pois assunto é que não falta.

BIOMAS BRASILEIROS

Biomas brasileiros


Um bioma é um conjunto de tipos de vegetação que abrange grandes áreas contínuas, em escala regional, com flora e fauna similares, definida pelas condições físicas predominantes nas regiões. Esses aspectos climáticos, geográficos e litológicos (das rochas), por exemplo, fazem com que um bioma seja dotado de uma diversidade biológica singular, própria.
No Brasil, os biomas existentes são (da maior extensão para a menor): a Amazônia, o cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pampa e o Pantanal.
A seguir, conheça cada bioma do Brasil.

COMO CONCLUIR UMA REDAÇÃO


Finalizando a nossa trilogia textual, vamos hoje refletir sobre o último passo da construção do texto dissertativo-argumentativo: a Conclusão, que representa o fechamento da redação, a síntese do ponto de vista do autor sobre o tema, depois de ele ter exposto seus argumentos ao leitor de forma clara e consistente.
Se o ponto de vista – a tese – do produtor textual já aparece na introdução e de maneira implícita no desenvolvimento, na Conclusão, ele pode reaparecer como Reafirmação do Ponto de Vista, ou seja, utilizando-se de outras palavras, o autor irá asseverar o seu posicionamento frente ao tema.
Veja, por exemplo, a Introdução de um texto cujo tema é Os acidentes de trânsito no Brasil:
“A população brasileira vem convivendo atualmente com uma situação somente comparável a uma enorme tragédia: a impressionante estatística de acidentes ocorridos no trânsito. Números recentes, informados diariamente pela mídia, nos dão conta que nunca se matou tanto no Brasil como nos tempos atuais. Faz-se necessário que a sociedade brasileira tome uma séria e urgente providência com relação a este assunto.”
E a Conclusão desse mesmo texto:
“Um país sério, uma sociedade responsável, órgãos de trânsito que se dizem competentes não podem conviver com essa situação. É imprescindível uma tomada de posição para que essa guerra não declarada chegue logo ao seu final.”
No entanto, alguns exames de avaliação ultimamente vêm exigindo dos candidatos uma proposta de intervenção para o tema que, tradicionalmente, se refere a um problema social.
Veja, a seguir, uma proposta de intervenção considerada excelente apresentada pelo produtor textual para o ENEM, de 2011: “Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado

“… é essencial que nessa nova era do mundo virtual, os usuários da rede tenham plena consciência de que tornarem públicas determinadas informações requer cuidado e, acima de tudo, bom senso, para que nem a própria imagem, nem a do próximo possa ser prejudicada. Isso poderia ser feito pelos próprios governos de cada país e pelas próprias comunidades virtuais através das redes sociais, afinal, se essas revelaram sua eficiência e sucesso como objeto da comunicação, serão, certamente, o melhor meio para alertar os usuários a respeito dos riscos de seu uso e os cuidados necessários para tal.”
Alguns professores e especialistas sinalizam para a necessidade de o produtor textual usar a “criatividade” ao apresentar uma proposta de intervenção. Convenhamos: em um ambiente normalmente tenso, no qual o candidato sequer sabe o tema proposto, sugerir, nesse momento, o uso de criatividade parece nonsense.
Seja na Reafirmação do Ponto de Vista ou na Proposta de Intervenção, atente para a necessidade de elas estarem coerentes e em sintonia com a progressão das ideias construída ao longo do texto.


AS DEZ CIDADES MAIS POLUÍDAS DO MUNDO



China, Índia e Rússia se destacam no ranking, mas até o Peru possui um município com poluição extrema; mineração é a principal causa da degradação ambiental.
A organização não governamental (ONG) Instituto Blacksmith, em parceria com a revista Time e a rede australiana ABC Environment, divulgou sua segunda lista anual das dez cidades mais poluídas do mundo. Entre os dez municípios mais poluídos, dois se localizam na China, dois na Índia, dois na Rússia, um no Azerbaijão, um na Ucrânia, um no Zâmbia (única cidade na África) e um no Peru (único município latino-americano).
No total, cerca de 12 milhões de habitantes são afetados pelas más condições ambientais que possuem essas cidades, tais como poluição atmosférica, água contaminada, exposição a metais pesados etc.
“Essas cidades não estão no circuito turístico, então não há muita atividade global, mas precisamos fazer algo a respeito disso”, comentou Richard Fuller, presidente do Instituto Blacksmith, à Time.
Abaixo, a classificação dos municípios, com os problemas que possuem e o número de habitantes afetados:
1) Linfen, China – Sendo uma das cidades mais poluídas da China, Linfen é o centro da extração e produção de carvão do país. As colidas da cidade são repletas de jazidas legais e ilegais, e a atmosfera possui uma grande quantidade de poluição formada a partir do carvão queimado. Para se ter uma ideia, o ar é tão poluído que é comum que as roupas estendidas nos varais fiquem sujas antes mesmo de secarem. Cerca de três milhões de habitantes são afetados.
2) Tianying, China – O município, localizado na província de Anhui, é um dos principais centros de mineração e processamento de chumbo da China. Operações em pequena escala são conhecidas por desobedecerem as regulamentações de poluição, o que faz com que a concentração de poluentes no ar e no solo seja de 8,5 a dez vezes maior do que o padrão de saúde nacional. Cerca de 140 mil pessoas relatam sofrer com contaminação por chumbo.
3) Sukinda, Índia – O vale indiano de Sukinda contém 97% dos depósitos de minério de cromita – utilizada principalmente na fabricação de vidro, cimento e aço inoxidável e cromagem – do país. A mineração do elemento exala cromo hexavalente, que é tóxico, na atmosfera, solo e água, possivelmente afetando 2,6 milhões de pessoas.
4) Vapi, Índia – A cidade se localiza no sul do cinturão de estados industriais da Índia, o que faz com que Vapi sofra os efeitos colaterais do rápido crescimento industrial do país. Os níveis de mercúrio nas águas subterrâneas são 96 vezes maiores do que os níveis de segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS), e os metais pesados que poluem a atmosfera do município são encontrados até em produtos locais, segundo a revista Time. Aproximadamente 71 mil pessoas são afetadas produtos químicos e metais pesados no ambiente.
5) La Oroya, Peru – O município é um dos principais centros de mineração de chumbo dos Andes peruanos, e 99% das crianças têm altos níveis do metal em seu sangue, devido principalmente a uma fundição de propriedade norte-americana que polui a cidade desde 1922, de acordo com a Time. O chumbo deve permanecer no solo por séculos, e não há planos para uma descontaminação. Aproximadamente 35 mil pessoas são prejudicadas pela poluição.


6) Dzerzhinsk, Rússia – Foi um dos maiores locais de produção de armas químicas da União Soviética. Segundo o Guinness Book – Livro dos recordes mundiais, a cidade é a mais quimicamente poluída do mundo, e em 2003 a taxa de óbitos ultrapassava a de nascimentos em 260%. Cerca de 300 mil pessoas são possivelmente afetadas pelos produtos químicos tóxicos e seus subprodutos.
7) Norilsk, Rússia – A outra cidade russa do ranking foi fundada para ser um campo de trabalho na Sibéria e é lar de um dos maiores complexos de fundição de metais pesados do mundo, onde cerca de quatro milhões de toneladas de cádmio, cobre, chumbo, níquel, arsênio, selênio e zinco são emitidos para a atmosfera a cada ano, informa a Time. A mortalidade por doenças respiratórias é muito maior do que a da Rússia como um todo, e acredita-se que 134 mil pessoas sejam impactadas pela poluição do ar.
8) Chernobil, Ucrânia – Não é sem razão que esse município ucraniano é considerado um dos mais poluídos do mundo. Mesmo depois de 27 anos do vazamento nuclear, uma área de 30 quilômetros ao redor de Chernobil continua perigosamente radioativa e inabitável. Entre 1992 e 2002, mais de quatro mil casos de câncer de tireoide foram diagnosticados entre crianças russas, ucranianas e bielorrussas que viviam na zona de precipitação radioativa, diz a Time. Acredita-se que, desde o acidente, 5,5 milhões de pessoas tenham sido afetadas.
9) Sumgayit, Azerbaijão – Outro centro industrial da União Soviética, Sumgayit foi lar de mais de 40 fábricas que produziam químicos industriais e agrícolas, como detergentes e pesticidas. A maioria das fábricas foi fechada, mas os efeitos persistem. Atualmente, as taxas de câncer são 22% a 51% mais altas do que a média nacional, enquanto a mortalidade por câncer é 8% mais alta. Cerca de 275 mil habitantes são prejudicados.
10) Kabwe, Zâmbia – Grandes depósitos de chumbo foram descobertos na cidade em 1902, e embora a maioria das minas e fundições não estejam mais operando, as concentrações de chumbo nas crianças é cinco a dez vezes o permitido pelos níveis da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA, e podem ser altas o suficiente para matar. Acredita-se que 255 mil pessoas sejam afetadas pelo chumbo.


INSCRIÇÃO PRONATEC



Sobre o programa

Como posso me inscrever no Pronatec?
Como existem várias iniciativas, não existe um sistema unificado de inscrições. As novas vagas serão abertas em escolas públicas estaduais, nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e nos Serviços Nacionais de Aprendizagem - como o Senai e o Senac. Cada uma dessas instâncias terá inscrições e critérios próprios para seleção de participantes no Pronatec.
Eu estou recebendo o seguro-desemprego ou a Bolsa Família e não estou matriculado em qualquer curso técnico. Vou perder o benefício?
Não se preocupe. Ninguém que já receba o seguro-desemprego terá o benefício cancelado. Futuramente, algumas pessoas que pedirem o benefício deverão fazer cursos gratuitos de qualificação profissional. Quanto aos programas de inclusão produtiva do Governo Federal, a lei não prevê a obrigatoriedade de matrícula para o recebimento desses benefícios.
O candidato que não tenha terminado o ensino médio pode participar do programa?
Os candidatos interessados em participar do Pronatec devem procurar sua instituição de ensino ou uma instituição federal em seu estado para saber mais sobre os critérios e condições de ingresso no programa.
Pessoas que já concluíram o ensino médio podem participar do Pronatec?
Sim, na modalidade Bolsa Formação Trabalhador.
As redes de ensino municipais podem participar do Pronatec?
As cidades que desejarem participar do programa devem procurar a sua secretaria estadual de educação.
Quando começam as inscrições no Pronatec?
Procure informações na secretaria de educação do seu estado, na rede estadual de educação, nos institutos federais ou nas unidades dos serviços nacionais de aprendizagem.
Sou estudante e gostaria de saber se fui selecionado para um curso.
Você deve entrar em contato com a instituição de ensino em que fez sua matrícula.
Fui selecionado pela minha escola, mas consta que sou "suplente". O que isso significa?
A "suplência" é o mesmo que "segunda chamada". Você deve entrar em contato com sua instituição de ensino para saber quando serão feitas as matrículas de segunda chamada.
Instituições privadas podem aderir ao Pronatec?
No momento, o programa está disponível apenas para as instituições federais e para os serviços nacionais de aprendizagem. Em breve, será publicada portaria que regulamenta a participação da rede estadual e privada.
Qual o valor da hora-aula ministrada por um professor?



Existe um valor por aluno, repassado pelo FNDE para a instituição que oferece os cursos. A definição do pagamento do funcionário que irá ministrar o curso, fica a cargo de cada instituição.

INSCRIÇÃO SISUTEC


Inscrições

2.1 - Quem pode se inscrever no Sisutec 2013?
Podem se inscrever no Sisutec os candidatos que fizeram o Enem 2012 e que tenham obtido nota maior do que zero na redação. É importante ressaltar que algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos. Nesse caso, no momento da inscrição, se a nota do candidato não for suficiente para concorrer àquele curso, o sistema emitirá uma mensagem com esta informação.
2.2 - Participei do Sisutec em etapas anteriores e fui selecionado, posso concorrer nesta edição do Sisutec?
Sim, caso tenha feito o Enem 2012.
2.3 - Estou atualmente matriculado em uma instituição de ensino superior, posso concorrer no processo seletivo do Sisutec 2013?
Sim, caso tenha feito o Enem 2012. Caso esteja matriculado em uma instituição pública, ressaltamos que o estudante não pode ocupar duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior, conforme regulamentado pela Lei nº 12.089, de 11 de novembro de 2009.
2.4 - Como é feita a inscrição no Sisutec?
A inscrição é feita exclusivamente pela internet e deverá ser realizada, necessariamente, com o número de inscrição e a senha no Enem 2012. Assim, caso o candidato não se lembre de seu número de inscrição ou de sua senha, deverá recuperá-la no sítio do Enem.
2.5 - É cobrada alguma taxa para a realização da inscrição?
Não há cobrança de taxas.
2.6 - Qual o horário de inscrição no Sisutec?
O Sisutec ficará disponível para inscrição dos candidatos do dia 6 de agosto de 2013 até as 23h59 do dia 12 de agosto de 2013. Durante o período de inscrição, o sistema estará aberto durante todo o dia, de forma ininterrupta. Será considerado o horário oficial de Brasília.
2.7 - Quais os documentos necessários para fazer a inscrição no Sisutec?
Para se inscrever no Sisutec, o candidato precisará apenas de seu número de inscrição e senha cadastrados no Enem 2012.

É necessário, no entanto, que ao fazer sua inscrição, o candidato fique atento aos documentos exigidos para a efetivação da matrícula, em caso de aprovação. Esta informação estará disponível no sistema, no momento de sua inscrição.
2.8 - O candidato pode imprimir o comprovante de sua inscrição?
Sim. Ao finalizar a inscrição, o sistema possibilita ao candidato imprimir seu comprovante.
2.9 - Depois de concluir sua inscrição, o candidato pode modificar suas opções?

Sim. É permitido ao candidato, durante o período de inscrição, de 6 a 12 de agosto de 2013, modificar suas opções quantas vezes julgar conveniente. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

Para fazer a inscrição clique aqui: http://sisutec.mec.gov.br/

XISTO, O COMBUSTÍVEL DO SÉCULO XXI



Petróleo de xisto: grandes esperanças, grandes problemas
Recentemente, a companhia internacional PricewaterhouseCoopers prognosticou uma nova revolução energética – ligada desta vez ao petróleo de xisto. As avaliações de peritos independentes, porém, diferem destas afirmações, a maioria deles não espera quaisquer mudanças revolucionárias no sector da energia nos próximos dez anos.
No entanto, o petróleo de xisto tem certas perspectivas. Considerase que, as suas reservas mundiais superam em 13 vezes as do petróleo tradicional. Com o nível actual do consumo, estes recursos energéticos chegarão para mais de 300 anos de extracção ininterrupta. Mas os problemas começam logo que passemos para aspectos práticos. A extração de petróleo de xisto é economicamente razoável apenas em grandes jazidas (com mais de 90 litros de petróleo para uma tonelada de xisto). A espessura da camada também é importante, não devendo ser inferior a 30 metros. Nem todas as jazidas ricas correspondem a estas condições, cuja exploração se considera actualmente mais ou menos rentável.
Ao mesmo tempo, a extracção de petróleo de xisto é muito mais complicada e cara em comparação com o petróleo tradicional, independentemente do progresso das tecnologias.
Daí que o preço de custo seja também mais alto. Há também um outro problema. Dentro de aproximadamente 400 dias de exploração de um poço, regista-se uma diminuição brusca (até 80%) dos volumes extraídos. Estas dificuldades, contudo, não assustam os americanos. Nos primeiros dez anos do século XXI, os volumes de produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos cresceram em quase 5 vezes: de 111 mil barris por dia a 553 mil.
Na opinião de peritos da PricewaterhouseCoopers, a subida dos volumes de extracção de petróleo de xisto permitirá, em 2035, reduzir o preço do petróleo em 40% em relação ao prognóstico básico (por volta de USD 113 por barril). Tal, por sua vez, influirá no futuro da economia mundial, permitindo extrair mais petróleo, pagando o mesmo dinheiro. O optimismo da PricewaterhouseCoopers não é compartilhado pelo director do departamento analítico do grupo de investimento Nord-Kapital, Vladimir Rojankovsky: ‘Rendo tributo ao potencial intelectual da PricewaterhouseCoopers, mas, no entanto, não posso concordar absolutamente com tais prognósticos, porque hoje em dia todos os projectos de xisto são muito dispendiosos pelo preço de custo.
Precisam de equipamentos especiais que ainda não se produzem em série. Passarão um ou dois anos, no mínimo, até que sejam produzidos em série em conjunto com peças sobressalentes na condição (será em condições?) de os produtores começarem a receber encomendas regulares. O exemplo da companhia americana Marathon Oil, que praticamente faliu à conta de projectos de xisto, testemunha a complexidade do problema. A própria tecnologia provoca muitas perguntas ecológicas. O método de conservação do poço não garante que o petróleo residual seja isolado do meio ambiente. Em resultado, podem ser poluídas terras férteis. Este aspecto é um dos mais críticos no destino dos projectos de xisto como fenómeno industrial’.
Ao mesmo tempo, o petróleo de xisto ajudará muito aos EUA a garantir a segurança energética. Numa boa oportunidade, não é de excluir que os Estados Unidos possam renunciar plenamente aos fornecimentos de países do Golfo Pérsico já para 2030. Mas o mercado global de petróleo e de gás não terá mudanças revolucionárias nas próximas décadas. Citamos a opinião do director do departamento analítico da companhia Alpari, Alexander Razuvaev: ‘O xisto é um fenómeno contraditório. Este tema é popular na América, mas o problema consiste em consequências ecológicas. Sim, há um ponto de vista de que a revolução de xisto irá diminuir bruscamente os preços do petróleo (e, respectivamente, os preços do gás e da energia elétrica). Mas isso, a meu ver, é por enquanto pouco provável.O interesse de companhias ocidentais em relação à plataforma continental russa é uma prova indireta da incerteza da revolução de xisto.
É necessário explorar o Ártico e a Sibéria Oriental, em que tudo depende de investimentos e de franquias fiscais. O mercado sempre olha para o futuro. Não vemos razões para uma queda grande dos preços do petróleo. Penso que os riscos da revolução de xisto para os países exportadores (inclusive, para a Rússia) sejam muito exagerados. A extração tradicional continuará a ser actual na próxima década’
De qualquer modo, não há motivos para esperar nos próximos tempos reviravoltas globais no mercado do petróleo. De facto, irão acontecer certas mudanças na estrutura de mercados energéticos. Em qualquer caso, o petróleo de xisto é um dos mais importantes recursos para o desenvolvimento futuro do sector da energia e dos combustíveis. É por isso que a Rússia está a estudar projectos de xisto, embora, na óptica do dia de hoje e até do dia de amanhã, tal não seja um imperativo, mas sim um facultativo.


IDH DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS



O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgou nesta segunda-feira (29) um retrato do Brasil nas últimas duas décadas. Na média, o Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros melhorou bastante. Houve aumento da renda e da expectativa de vida. A educação também avançou, mas ficou bem longe do ideal e foi o indicador que menos contribuiu para o resultado positivo.

Os pesquisadores se basearam nos dados dos três últimos Censos do IBGE. Estudaram 180 indicadores para avaliar as condições de vida da população. Concluíram que o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios brasileiros, IDH-M, teve uma melhora de quase 50% em 20 anos.

Passou de muito baixo, em 1991, para alto, em 2010. Isso significa que caiu a mortalidade infantil. As mães estão tendo menos filhos e o brasileiro está vivendo mais.
“Um brasileiro que nasce hoje tem uma expectativa de vida nove anos maior do que era há 20 anos”, explicou Jorge Chediek, coordenador da ONU no Brasil.
Um indicador importante, a renda das famílias, avançou. Outro, a educação, também, mas ainda precisa melhorar muito, segundo os pesquisadores. Eles dizem que é muito grande a desigualdade de renda e de acesso aos serviços básicos entre os municípios, entre as regiões e entre as pessoas.
Os 44 municípios com os melhores índices ficam nas regiões Sul e no Sudeste, além doDistrito Federal. O líder é São Caetano do Sul, em São Paulo. Os 48 municípios com piores índices ficam nas regiões Norte e Nordeste. O pior IDH-M é o de Melgaço, no Pará.
Os pesquisadores disseram que, na média nacional, o IDH-M melhorou por causa do crescimento da economia, que aumentou o nível de emprego e os salários. E que, para corrigir as desigualdades, é preciso investir em mais políticas públicas, principalmente em educação.
“Se as pessoas começam a vida na escola, significa que elas vão ter uma vida no mercado de trabalho melhor e depois vão viver mais”, declara Marcelo Neri, presidente do Ipea.
A escolaridade da população adulta expõe os desafios que o Brasil tem na educação. Apenas 41% das pessoas entre 18 e 20 anos concluíram o Ensino Médio, e pouco mais da metade da população com mais de 18 anos conseguiu terminar o Ensino Fundamental.
Maria Gilma trabalha na limpeza de uma escola. Tão perto dos livros, mas ainda não sabe ler. “É meu sonho porque eu sou um ser humano que sou quase cega”, declarou.
Arapiraca, a 125 quilômetros de Maceió. Este ano, em uma escola pública, os alunos ainda não tiveram aulas de história, física e português.
As turmas têm poucos alunos. A sala só fica cheia porque o professor deu um jeitinho. Juntou os alunos da turma dele com os outros que estavam sem aula, porque falta professor.
Em nota, a Secretaria de Educação de Alagoas diz que vai fazer concurso para contratar mais professores.

Na outra ponta do estudo está o Distrito Federal com o melhor índice na educação.

“A nossa escola praticamente não tem evasão. Visto que a gente tem esse histórico de estar cobrando muito dos alunos para que eles tenham sucesso”, declara Maria Elvira Alves da Costa, professora.
O levantamento mostra que a educação no Brasil já foi muito pior. Comparando os números de 91 a 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano de municípios avançou 128% nesta área. A frequência de crianças na escola foi determinante para esse resultado. Quase 85% dos alunos entre 11 e 13 anos estão no Ensino Fundamental. Mais de 90% das crianças de cinco e seis anos estão na escola.
Para a especialista Priscila Cruz, diretora do Movimento Todos Pela Educação, o desafio, agora, é melhorar a qualidade do ensino. “A grande dificuldade hoje tem sido avançar em termos de qualidade, ou seja, garantir que a universalização ocorra na aprendizagem. Que todas as crianças, todos os alunos brasileiros aprendam aquilo que eles têm direito de aprender todos os anos durante a escola”, declarou.

Maiores informações sobre o IDH do seu município acesse: http://www.atlasbrasil.org.br/2013/perfil/

AS MANIFESTAÇÕES NO BRASIL EM 2013



No mundo da internet, há dois fenômenos interessantes. Temos o crowdfunding, plataforma pela qual, internautas podem doar pequenos valores em dinheiro que, somados, patrocinam a produção de obras artísticas de músicos, cineastas, desenhistas e criadores de diferentes áreas. O segundo fenômeno é o do ciberativismos, pelo qual diferentes grupos sociais e políticos debatem e expressam suas opiniões a respeito de demandas da nossa atualidade na internet, principalmente, em mídias sociais como o Twitter.
A partir do  início de junho de 2013, testemunhamos no Brasil, intensas manifestações nas principais capitais e regiões metropolitanas do país para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, trem e metrô; acrescentando reclamações contra o aumento dos alimentos, dos alugueis, e do empobrecimento da qualidade dos serviços públicos no Brasil (saúde, educação, moradia e respeito aos direitos civis)
Sem lideranças unânimes, sem predomínio de grandes partidos políticos, as manifestações surgiram como uma forte onda social nas principais praças e ruas, reunindo milhares de pessoas que compartilhavam uma forte pergunta já presente no consciente coletivo há tempo:
“Como um país que financia 20 bilhões de reais para construção de estádios para a Copa 2014 não pode financiar e investir a nossa verba para construção de escolas de alto nível, hospitais de excelência e segurança pública ?”
Nos últimos anos, esse consciente coletivo questionador já estava presente nas mídias sociais através do ciberativismo de diferentes pessoas e grupos que questionavam: “Se o país está ruim agora, imagine na Copa!”. Porém, pessoas de diferentes classes sociais, que há mais de trinta anos criticavam os buracos de nossas estradas, os médicos e professores sem salários, as crianças sem estudo e o baixo respeito que temos recebido de nossos representantes no Congresso Nacional, decidiram vomitar de uma só vez numa mesma onda todos os sofrimentos, reclamações e dificuldades sociais que nos castigam. Socialmente, as mídias sociais desceram para o asfalto, assim como uma postagem, cada um grita o que pensa e dá a sua livre contribuição (como num crowdfunding) para construirmos uma obra maior, uma nação.
Nos tempos do Impeachment do Collor (1992), nós, estudantes “caras-pintadas“, tiramos um presidente através de manifestações pacíficas. Nas atuais manifestações populares, além de expressões pacíficas de estudantes e trabalhadores, está havendo forte ocorrência de violência e saques no decorrer das passeatas, atos causados por subgrupos não identificados como estudantes ou cidadãos comuns, mas como vândalos, bandidos, extremistas políticos e integrantes de “tribos” radicais racistas e xenófobas. Neste paradigma, podemos considerar que, entre 1992 e 2013, a composição da sociedade brasileira mudou. Em 1992, éramos formados por grupos principais  como estudantes, trabalhadores, donas de casa e profissionais liberais. Hoje, além dos grupos tradicionais, convivemos com “tribos” extremistas e bandidas que não querem o diálogo e nem o protesto; querem se expressar pela força da violência, num tom de revolução de rua sem origem e sem sentido, que nos leva a desconfiar sobre a possível manipulação infiltrada de partidos da situação e da oposição nas manifestações para desestabilizar o debate, os governos e cometer crimes contra a sociedade e o patrimônio. Não podemos esquecer ou desmerecer a presença de tribos positivas que compõem a nossa sociedade defendendo direitos civis e debates inovadores como o casamento gay, o respeito ao corpo da mulher e questões relacionadas ao aborto.  Além de reclamar pelo aumento das passagens, os protestos foram se expandindo  com questões gerais e específicas, formando manifestações sem cara e complexas.
As manifestações, além de causas, necessitam assumir maior sentido. Não basta baixar a passagem ou modificar a gestão de nossas verbas, é necessário rediscutir a legislação social brasileira e a nossa postura de cidadão. É necessário exigir penalização aos políticos corruptos e às empresas que os patrocinam nas eleições e nos esquemas de desvio de verba pública. É  necessário exigir melhores serviços públicos para a população, ampliar o financiamento para a construção de moradias, escolas e hospitais, entre outras questões. O Brasil, apesar de ser uma economia forte e  emergente, possui um mercado vulnerável oriundo das nossas fraquezas sociais. Porém, protestar com violência não é protesto. Gritar não é ter voz. Ainda é preciso saber viver.

Ensaio de Fernando Rebouças, redator publicitário, webwriter, desenhista e editor. Rio de Janeiro 24 de junho de 2013.

VOCÊ SABIA QUE POLUIÇÃO PODE GERAR ENERGIA ELÉTRICA?


poluicao1 300x183 Você sabia que a poluição pode gerar energia elétrica?

Você já imaginou se o ar poluído de grandes metrópoles, como São Paulo, fosse transformado em energia elétrica? A poluição é fonte de problemas para o mundo: afeta a saúde das pessoas, aumenta o calor na Terra e contribui para o degelo dos polos. Isso todos já devem saber. Mas cientistas holandeses criaram um método para transformar a mistura de água, dióxido de carbono (CO2) e ar (O2), algo danoso em um produto útil para o mundo: eletricidade.
Este método reduz a quantidade de gases poluentes na atmosfera e possibilita a geração de energia de um modo mais limpo, já que reutiliza um material que causaria danos à natureza.
A colheita de energia das emissões de CO2, nome do estudo realizado no Departamento de Tecnologia Ambiental da Universidade de Wageningen, na Holanda, mostra que ao fazer a separação dos íons da mistura, através de um dispositivo chamado célula capacitiva eletroquímica, é possível gerar eletricidade, segundo informou o site PlanetSave.
Resultados
A técnica desenvolvida pelos holandeses capta apenas uma parte da poluição. De uma chaminé de carvoaria, por exemplo, é possível extrair até 20% do CO2 e através dele gerar a corrente elétrica, com rendimento que pode ser chegar a 32% de eficiência – mais que o dobro obtido pelas placas solares tradicionais, por exemplo, que alcançam 12%. Os pesquisadores alertam que isso não deve estimular a produção de gases poluentes, mas criar alternativas mais eficazes no tratamento da fumaça que sai das indústrias.

Semelhante a uma bateria, a célula tem dois polos: o negativo, que atrai íons de hidrogênio, e outro positivo, responsável por absorver os íons bicarbonato. Isto faz o CO2 borbulhar através da água. E com a separação de carga cria-se o potencial para conduzir uma corrente elétrica. Se os estudos vingarem, bem que essa seria uma boa iniciativa para ser implantada nas cidades, não é mesmo?

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA




As raízes da urbanização brasileira são decorrentes da história, os primeiros centros urbanos surgiram no século XVI, ao longo do litoral em razão da produção do açúcar, nos séculos XVII e XVIII, a descoberta de ouro fez surgir vários núcleos urbanos e no século XIX a produção de café foi importante no processo de urbanização, em 1872 a população urbana era restrita a 6% do total de habitantes. Posteriormente, no início de século XX, a indústria foi um instrumento de povoamento, a partir da década de 1930, o país começou a industrializar-se, como o trabalho no campo era duro e a mecanização já provocava perda de postos de trabalho, grande parte dos trabalhadores rurais foram atraídos para as cidades com intuito de trabalhar no mercado industrial que crescia. Esse êxodo rural elevou de forma significativa o número de pessoas nos centros urbanos. Atualmente 80% da população brasileira vive nas cidades, apesar disso o Brasil é um país urbano, industrial e agrícola. Ao longo das décadas a população brasileira cresceu de forma significativa, ao passo desse crescimento as cidades também tiveram sua aceleração em relação ao tamanho, formando imensas malhas urbanas, ligando uma cidade a outra e criando as regiões metropolitanas (agrupamento de duas ou mais cidades). O crescimento desenfreado dos centros urbanos provoca conseqüências, como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas. Outro problema muito grave provocado pela urbanização sem planejamento é a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infra-estrutura (saneamento, água tratada, pavimentação, iluminação, policiamento, escolas e etc.) e junto a isso a criminalidade (tráfico de drogas, prostituição, seqüestros etc.). A falta de um plano diretor não só demanda problemas sociais como também provoca alterações ambientais, um exemplo dessa realidade é a poluição do lixo, milhões de pessoas consomem e produzem os mais diversos detritos que diariamente são depositados em lixões a céu aberto sem receber nenhum tratamento, esse lixo transmite doenças, polui o lençol freático. Outra poluição presente nas cidades é a atmosférica, proveniente da emissão de gases de automóveis e indústrias, esses gases provocam problemas de saúde, principalmente respiratórios e, por fim, a poluição das águas, pois os dejetos das residências e indústrias são lançados sem tratamento nos córregos e rios, no período chuvoso ocorrem as cheias que dispersam a poluição por toda a área. Em suma, percebe-se que a maioria dos problemas urbanos é primeiramente de responsabilidade do poder público que muitas vezes são omissos em relação a essas questões, em outros momentos podemos apontar a própria população como geradora de problemas, como o lixo que é lançado em áreas impróprias. Na verdade, a tarefa de fazer com que a cidade seja um lugar bom pra se viver é de todos os que nela habitam.